HPV: O Que É, Como Prevenir e Tratar
O que é o HPV?
O HPV é um grupo com mais de 200 tipos de vírus diferentes, dos quais cerca de 40 podem infectar a região genital. Ele é transmitido principalmente por contato sexual desprotegido — incluindo sexo vaginal, anal e oral — mas também pode ser transmitido por contato pele a pele com áreas infectadas.
A infecção por HPV pode ser:
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Assintomática (a mais comum)
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Causadora de verrugas genitais (tipos de baixo risco)
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Relacionada a alterações celulares e câncer (tipos de alto risco)
Quais são os sintomas do HPV?
A maioria das infecções é silenciosa e não causa nenhum sintoma, o que facilita a transmissão.
Quando os sintomas aparecem, podem incluir:
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Verrugas genitais: lesões elevadas, com aspecto de couve-flor, que podem surgir na vulva, vagina, colo do útero, região perianal ou pênis.
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Alterações celulares no colo do útero, identificadas em exames como o Papanicolau (citologia oncótica).
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Em casos mais avançados, lesões precursoras do câncer de colo do útero.
HPV causa câncer?
Alguns tipos do vírus, como o HPV 16 e o HPV 18, estão relacionados a mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de outros tumores, como:
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Câncer de vagina
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Câncer de vulva
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Câncer anal
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Câncer de pênis
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Câncer de orofaringe (boca e garganta)
Por isso, o rastreamento regular e a vacinação são fundamentais na prevenção.
Como prevenir o HPV?
A melhor forma de prevenção é a vacinação, aliada ao uso de preservativos e ao acompanhamento ginecológico de rotina.
1. Vacina contra o HPV
Atualmente disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos e em clínicas privadas para outras faixas etárias, a vacina é segura e protege contra os principais tipos cancerígenos e também contra os causadores de verrugas genitais.
Existem dois tipos principais:
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Quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18) – oferecida no SUS.
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Nonavalente (HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52, 58) – disponível em clínicas privadas, com cobertura mais ampla.
2. Uso de preservativos
Reduz o risco de contágio, mas não elimina totalmente, pois o HPV pode estar em áreas da pele não cobertas pelo preservativo.
3. Exames ginecológicos regulares
O Papanicolau permite identificar precocemente lesões no colo do útero causadas pelo HPV antes que evoluam para câncer.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico pode ser feito por meio de:
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Citologia oncótica (Papanicolau) – detecta alterações celulares no colo do útero.
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Colposcopia com biópsia, em casos suspeitos.
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Teste de HPV por biologia molecular (PCR) – identifica o tipo viral com precisão, principalmente em pacientes com alterações em exames de rotina.
Em homens, ainda não há exame de rastreamento de rotina com a mesma precisão, mas pode-se realizar a pesquisa do vírus com coleta de secreções uretrais ou de lesões visíveis.
Existe tratamento para o HPV?
Não há tratamento para eliminar o vírus, mas é possível tratar as lesões causadas por ele, o que previne complicações.
As opções incluem:
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Cauterização química ou elétrica
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Crioterapia (congelamento das lesões)
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Laser ou cirurgia para lesões maiores
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Tratamento de lesões de alto grau no colo do útero (como a conização)
O sistema imunológico tem papel fundamental no controle do vírus. Estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e parar de fumar ajudam na resposta do organismo.
Conclusão
O HPV é comum, silencioso e, muitas vezes, transitório. Mas seus tipos mais agressivos podem causar doenças sérias, como o câncer de colo de útero — que é prevenível com vacinação, exames regulares e acompanhamento médico.
Na Clínica Mulher, orientamos vacinação contra HPV, exames especializados e um atendimento humanizado para prevenção e tratamento das infecções ginecológicas. Se você tem dúvidas ou precisa de avaliação, agende uma consulta conosco.
Escrito por
Dra. Alice Gadotti Yasuda
Ginecologista e Obstetra
CRM/SP 169.017 - RQE 80.608
Médica Ginecologista e Obstetra, com Complementação Especializada na área de Uroginecologia, especialização pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Graduada em Medicina Humana pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP). Atua como...
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